Conheça 8 passos para diminuir a inadimplência na sua empresa

  • Conheça 8 passos para diminuir a inadimplência na sua empresa

    Independentemente de qual é o seu tipo de negócio, área de atuação e mercado, sempre é possível topar com maus pagadores.

    Esse é um risco de toda empresa, não é mesmo? O problema é quando a situação começa a sair do controle.

    Chega a hora, então, de tomar atitudes mais sérias para diminuir a inadimplência. E é sobre isso que vamos falar aqui!

    Por que é tão importante diminuir a inadimplência?

    Além do desconforto de ter algum cliente ou parceiro de negócios em uma situação de dívida, a inadimplência carrega um grande efeito prático: ela vai eliminando a liquidez do seu caixa.

    Isso significa que o dinheiro disponível para pagar as contas do seu negócio e investir em novas tecnologias e projetos fica mais escasso, o que pode até te fazer pagar juros e multas se você também começar a ficar em dívida com terceiros.

    O ideal é que, antes de chegar a esse ponto, sejam tomadas as devidas providências.

    O que fazer para diminuir a inadimplência?

    Pensando em como te ajudar com isso, criamos um breve passo a passo para você!

    1. Não venda sem Nota Fiscal

    Além do fato de ser contra a lei, o hábito que alguns empresários têm de efetuar vendas sem a emissão das notas fiscais devidas traz uma grande complicação, que é a impossibilidade de cobrança jurídica.

    Assim, quem costuma praticar esse tipo de venda irregular fica sem nenhum amparo legal na hora de exigir judicialmente que seu prejuízo seja ressarcido.

    O valor dos impostos que você deixa de pagar vendendo sem nota não compensa o risco de ficar de mãos abanando!

    2. Faça contato frequente com os inadimplentes

    Quando alguém está te devendo, a primeira providência a ser tomada é manter-se próximo, de maneira que o devedor não se esqueça de que está em falta com suas obrigações.

    Um erro que muita gente comete na hora de realizar cobranças é usar de ameaças e tratamentos agressivos.

    Pouco eficaz, essa postura só serve para trazer animosidade para a relação e um maior afastamento por parte do devedor.

    Esteja presente, lembrando aquela pessoa ou empresa, de maneira cordial, o valor em aberto e os prazos para pagamento, mas não dê motivos para que o outro lado fuja da sua vista.

    3. Seja rápido

    À medida que o tempo passa e a dívida aumenta, fica cada vez mais difícil conseguir receber. Por isso, é necessário que você seja rápido ao perceber que alguém está ficando inadimplente com você.

    Mantenha bons controles dos seus recebíveis, faça contato e corte logo o envio de novos produtos ou prestação de serviços a quem está no vermelho.

    Essa atitude rápida impedirá que o seu prejuízo aumente.

    4. Organize suas finanças

    Para que você possa agir rápido e começar a controlar o problema logo no início, é necessário que disponha de uma boa estrutura de controle do seu financeiro no que diz respeito a identificar os devedores imediatamente.

    Se o seu negócio não tem um sistema bem organizado de gestão financeira, pode demorar muito tempo para que consiga perceber que alguém está te devendo e isso é muito prejudicial para a sua empresa.

    Mantenha seus controles em dia e confira semanalmente como andam os seus recebimentos.

    5. Crie um plano de cobrança

    Cada devedor terá uma história, uma desculpa, um motivo diferente para te explicar por que não conseguiu pagar. Alguns deles dirão a verdade e outros não.

    O fato é que a sua empresa precisa de recursos financeiros para se sustentar, assim como qualquer outra.

    É por isso que se faz necessário adotar um sistema bem estruturado de cobrança.

    Monte um roteiro com todos os passos que deverão ser seguidos à medida que a dívida for procrastinada.

    Deixe cada etapa muito clara junto ao seu devedor e, para cada um deles, defina prazos bem rígidos.

    Avalie o seu negócio e as ferramentas que tem disponíveis e faça esse roteiro para ser utilizado com todos os que tiverem em falta com você.

    Pode colocar nessa lista, por exemplo: mandar uma carta registrada, cortar o fornecimento de produtos/serviços, acionar seu advogado, divulgar o nome do mau pagador na praça, protestar as dívidas em cartório e por aí vai.

    6. Incentive os bons pagadores

    A melhor forma de diminuir a inadimplência e até aumentar suas vendas, é oferecer vantagens aos clientes que pagam bem.

    Nesse sentido, vale a pena considerar descontos para recebimentos à vista ou até mesmo parcelamentos para aqueles que você sabe que não te deixam sem receber.

    Esse tipo de incentivo ajuda o seu negócio a ter mais controle sobre os seus direitos e tende a diminuir o volume de inadimplentes.

    Depois de definir bem quais os benefícios que serão oferecidos, divulgue essas vantagens de modo que todos tenham conhecimento, principalmente aqueles que correm mais riscos de se tornarem maus pagadores.

    7. Confira o histórico dos clientes

    Para negócios que tenham alguma recorrência de compras por parte dos mesmos clientes, fique atento aos históricos de compras.

    Um bom pagador que uma vez tenha algum problema — até mesmo burocrático — e perca uma data de pagamento não pode ter o relacionamento com sua empresa estremecido.

    Diferente daqueles casos em que o cliente sempre está se enrolando todo para quitar o que deve.

    8. Consulte serviços de análise de crédito

    Para se manter mais seguro quando houver mais riscos como transações que envolvam valores maiores ou novos clientes, é uma boa ideia consultar os serviços de análise de crédito. Eles podem te mostrar muito sobre com quem você está lidando.

    Um dos erros frequentes quanto à utilização desse tipo de serviço é que muita empresa só faz isso quando há um novo cliente e acabam se esquecendo de, de vez em quando, conferir os antigos.

    É sempre bom dar uma verificada, mesmo naqueles que têm um relacionamento de longa data, para poder diminuir os riscos do seu negócio.

    Esse assunto é tão antigo como relevante no dia a dia de todas as empresas, não é mesmo?

    (Fonte: Jornal Contábil)