Seguro contra roubo de cargas se torna primordial com aumento da violência

  • Seguro contra roubo de cargas se torna primordial com aumento da violência

    Apenas nos últimos quatro anos, modalidade de crime cresceu 42% no Brasil; com aumento da demanda, possibilidades de apólice aumentaram, contribuindo para redução dos custos

    Transportadoras estão investindo, cada vez mais, na segurança das cargas distribuídas em todo o território nacional. Afinal, o prejuízo causado pelos roubos é expressivo e ultrapassa os limites do financeiro, pois também há a segurança de motoristas e colaboradores, bem como a quebra a confiança com os clientes. Colocar toda a carga transportada no seguro não é novidade no setor, até mesmo porque é uma obrigação. No entanto, há um grande aumento na  inclusão da cobertura contra assaltos na apólice do seguro.

    Tamanha preocupação das transportadoras tem um motivo. O roubo de cargas causou prejuízo de R$ 1,7 bilhão às empresas do setor que atuam no eixo Rio-São Paulo somente no ano passado. O valor é expressivo e representa aumento de 10% na comparação ao período anterior. Porém, esta modalidade de assalto, cada vez mais violenta, é realidade em todo o Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de crimes violentos contra transportadores de cargas cresceu 42%, de acordo com levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logísticas.

    Apesar do cenário de insegurança, ainda há empresários que se arriscam em deslocar produtos sem qualquer apólice adicional. Circular pelas rodovias brasileiras sem cobertura, atualmente, resulta em prejuízos gigantes em casos de furto ou roubo de mercadorias, além da vida de motoristas, por conta dos casos cada vez mais comuns de violência nos roubos de carga.

    As seguradoras estão atentas a este aquecimento no mercado e a competitividade do setor trouxe outro benefício: o preço do serviço declinou nos últimos anos, por causa do aumento da oferta e da concorrência. Por esta razão, contratar um seguro de carga ficou mais fácil e mais barato, com impactos insignificantes no valor do frete a ser repassado aos clientes.

    (Fonte: Jornal da Economia)