Após quatro anos de altas, desemprego recuou na Grande SP

  • Após quatro anos de altas, desemprego recuou na Grande SP

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    Uma boa notícia para o trabalhador de São Paulo. Entre 2017 e 2018, o comércio, somado ao segmento de reparação de veículos, ganhou 11 mil vagas.

    A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) diminuiu de 18,0%, em 2017, para 16,6%, em 2018. É a primeira redução anual desde a passagem de 2012 para 2013.

    Já a taxa de desemprego aberto, quando a pessoa busca trabalho por 30 dias sem exercer nenhuma atividade nos últimos 7 dias, decresceu de 14,8% para 13,7%.

    A taxa de desemprego oculto, que considera quem está em emprego precário (bico) ou quando não houve procura nos últimos 30 dias, caiu de 3,2% para 2,9%.

    As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 31/01, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE).

    DESEMPREGADOS

    O contingente de desempregados foi estimado em 1,8 milhão de pessoas – uma redução de 165 mil em relação a 2017. O número é resultado do aumento do nível de ocupação em 1,2%, com a geração de 111 mil postos de trabalho, e da variação negativa da População Economicamente Ativa (PEA) da região, em que 54 mil pessoas, 0,5%, saíram da força de trabalho.

    A retração das taxas de desemprego ocorreu em todas as sub-regiões da RMSP. Também contemplou todos os segmentos da população, considerando sexo, idade, faixa etária, escolaridade, posição no domicílio e raça/cor.

    Por outro lado, houve aumento no tempo de procura de trabalho pelos desempregados, passando de 45 para 49 semanas.

    Dentre os desempregados, 36,0% não tinham completado o ensino médio e 52,3% estavam há mais de seis meses procurando trabalho.

    OCUPAÇÃO

    Em 2018, o total de ocupados foi estimado em 9,2 milhão de pessoas, 111 mil a mais do que no ano anterior.

    Por setor de atividade, destacam-se os resultados positivos dos serviços domésticos, transporte, armazenagem e correio e da indústria de transformação.

    Já os desempenhos negativos ocorreram na administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e construção.

    O número de assalariados variou positivamente (0,3%), resultado do aumento do emprego no setor privado (1,0%) e da redução no setor público (-6,6%).

    No setor privado cresceu o assalariamento com carteira de trabalho assinada (1,4%) e diminuiu o sem carteira (-1,4%).

    Ampliou-se o contingente de autônomos que trabalham para o setor público (5,3%) e diminuiu o daqueles que trabalham para empresas (-0,6%).

    Além disso, elevaram-se o número de empregados domésticos (9,1%) e o de empregadores (1,5%) e reduziu-se o dos ocupados nas demais posições (-6,4%).

    Refletindo, principalmente, o aumento do grau de escolaridade da população, em 2018 a proporção dos ocupados com ensino médio completo ou superior incompleto alcançou 48,6%. A proporção daqueles com superior completo chegou a 20,3%.

    No agrupamento de atividades informação e comunicação; atividades financeiras; e atividades profissionais científicas e técnicas, a participação dos ocupados com ensino superior completo ou mais atingiu 56,7%.

    RENDIMENTOS

    Permaneceram em relativa estabilidade os rendimentos médios reais de ocupados (-0,3%) e assalariados (-0,2%), que passaram a equivaler a R$ 2.115 e R$ 2.176, respectivamente, e reduziu-se o dos autônomos (-0,9%, R$ 1.715).

    Variou positivamente o rendimento médio dos assalariados no setor privado (0,5%) e reduziu-se o do setor público (-1,8%).

    Elevou-se o rendimento médio dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,8%) e praticamente não variou o daqueles com carteira (0,1%).

    Cresceu a massa de rendimentos reais dos ocupados (0,8%) e não variou a dos assalariados.

    No caso dos ocupados, esse resultado decorreu, principalmente, do aumento do nível de ocupação, uma vez que o rendimento médio real permaneceu relativamente estável.

    (Fonte: Diário do Comércio)