Transformação digital no setor de transporte requer mudança cultural nas organizações

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    As empresas de transporte precisam iniciar e avançar o processo de transformação digital. E isso vai além da introdução de tecnologias. É um processo que envolve líderes, colaboradores, processos e a cultura das organizações. O tema foi um dos assuntos debatidos no auditório do Sistema CNT (Confederação Nacional do Transporte, SEST SENAT e Instituto de Transporte e Logística) durante a HSM Expo 2019, realizada entre os dias 4 e 6 de novembro, em São Paulo (SP), no painel “Transformação digital e os desafios para gestão de pessoas no setor de transporte”.

    “A tecnologia tem que ir além de automatizar as coisas. Precisa melhorar a vida do ser humano, e isso inclui o cliente final, o colaborador e a gestão da empresa, com impactos na comodidade e na economia de tempo. A transformação digital é isso: a inclusão de tecnologia para que você tenha ganhos em todos os aspectos”, disse Roberto Madruga, CEO da ConQuist Consultoria. Segundo ele, são necessários alguns passos para a transformação digital nas organizações: um diagnóstico, que analisa questões como modelo de gestão, liderança, foco e governança; a construção de um mapa de transformação digital, que define as ações para a mudança da realidade; e a implantação do novo modelo, que se dá de forma gradual.

    Para que esse processo ocorra, os principais desafios estão relacionados à gestão de pessoas. Madruga lembra que a velocidade das transformações é maior do que a capacidade de adaptação das pessoas. Por isso, a transformação não pode ser imposta; necessita ser feita em conjunto. Requer que os líderes estejam preparados. Demanda metodologia. E, também, que a cultura seja transformada (algo que não ocorre rapidamente).

    Alexandre Pellaes, pesquisador de cultura organizacional, reforça a necessidade de se desenvolver as pessoas, com perfis e culturas diferentes, para incorporarem os novos processos e destaca que a transformação cultural requer tempo.

    Para Renê de Paula, que há mais de duas décadas lidera projetos de inovação em grandes empresas, é natural que as organizações reajam às mudanças. Ele destaca a dificuldade de se implementar, na prática, metodologias que se tornem consistentes e transformações que sejam perenes. “A questão é como aterrissar, no negócio, as ideias que pairam no mundo ideal, como compatibilizar a expectativa de todo mundo com o que efetivamente temos em recursos humanos, líderes, potencial da empresa e caixa. No mapa, é bonito. Enfrentar a estrada esburacada, é outra coisa”, falou, reforçando que, no Brasil, o setor transportador enfrenta o desafio adicional das deficiências na infraestrutura.

    O painel foi mediado pela diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart.

    (Fonte: Sindipesa)