Diesel e gasolina sobem mais uma vez em 2021, anuncia Petrobras

  • Diesel e gasolina sobem mais uma vez em 2021, anuncia Petrobras

    A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (18) aumento do preço da gasolina, o quarto desse ano, e do diesel, que acumula três altas em 2021

    Foto: Folhapress / Cláudio Marques/Futura Press

     

    O litro da gasolina nas refinarias subiu 34,78% desde o início do ano. Já o diesel teve alta de 27,72% no mesmo período. O aumento, que vale para o preço médio de venda às distribuidoras, passa a valer a partir de sexta-feira (19).

    Nos postos, a inflação da gasolina é de 5,8% em 2021, com valor médio de R$ 4,833 o litro, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo. Já o preço médio do diesel nas bombas atualmente é de R$ 3,875.

    A alta terá um impacto no preço cobrado aos motoristas. A alta do diesel vem causando insatisfação entre caminhoneiros, grupo que, em grande parte, apoiou o presidente Jair Bolsonaro em 2018.

    Para tentar controlar os preços, o governo diz que pode alterar a tributação do setor.

    Nas refinarias, o preço médio da gasolina passará a ser de R$ 2,48 o litro, o que representa uma alta de R$ 0,23 por litro. O preço do diesel, por sua vez, ficará em R$ 2,58 o litro, um aumento de R$ 0,34 por litro. Em dezembro, o litro da gasolina nas refinarias estava R$ 1,84, enquanto o do diesel saía por R$ 2,02.

    Preços alinhados com mercado

    A Petrobras afirma que alinha o preço dos combustíveis com os valores praticados no mercado internacional. A estatal explicou, segundo o portal G1, que o alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”.

    A empresa também argumenta que “o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global e ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países”.

    Em relação ao diesel, a Petrobras afirma que, em uma amostragem de 166 países, o preço final no Brasil está 28% inferior à média global, o que coloca o país na 43ª posição do ranking, com um preço inferior a 123 países. (com agência Sputnik Brasil)

    Fonte: Jornal do Brasil