O setor de serviços paulistano faturou R$ 27,8 bilhões em maio, mesmo com a paralisação dos caminhoneiros, marcando o melhor resultado para o mês desde 2010. É o que indica a Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), da FecomercioSP, divulgada com exclusividade ao DCI. Na comparação com igual período do ano passado, o faturamento do setor cresceu 15,2%. Já os R$ 129,8 bilhões recebidos entre janeiro e maio de 2018 representam um aumento de 14,1% em relação aos cinco primeiros meses de 2017. De acordo com a porta-voz do estudo, as variáveis de consumo – inflação e crédito, por exemplo – se mantiveram estáveis durante a paralisação dos caminhoneiros. “Por esse motivo, o impacto da greve para o setor não foi tão grande”, afirmou Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP. Além disso, a manutenção dos índices de preços em patamares baixos, a leve recuperação do emprego e a retomada da produção colaboraram para o resultado de maio, disse ela. Para os próximos meses, a especialista espera novos avanços. “Entretanto, a incerteza ainda é grande, o que deve impedir a repetição de aumentos expressivos [como os de maio]”, ponderou. Entre as causas de insegurança, Carvalho citou as eleições presidenciais e a trajetória do PIB. Por segmento A pesquisa da FecomercioSP indica que mercadologia e comunicação foi o segmento do setor de serviços com melhor desempenho em maio, ao registrar um avanço no faturamento de 127,3% em relação a 2017. Grande parte desse resultado se deve à inclusão, neste segmento, da atividade inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda, que antes não era considerada pela pesquisa. “Mas o resultado seria bom mesmo sem essa atividade”, disse Carvalho. Segundo ela, os números de maio indicam que as empresas estão encontrando “estímulo econômico” para investir em propaganda e publicidade. Também atingiram marcas expressivas os segmentos de agenciamento, corretagem e intermediação (40,1%), de educação (27,7%), técnico científico (21,1%), jurídico, econômico e técnico-administrativo (20,5) e de representação (16,3%). Por outro lado, recuaram os ganhos de construção civil (-10,9%), conservação, limpeza e reparação de bens móveis (-6,4%) e saúde (-3,6%). Já na análise por faturamento, os melhores resultados de maio vieram dos segmentos jurídico, econômico e técnico-administrativo (R$ 8,2 bilhões), serviços bancários, financeiros e securitários (R$ 4,1 bilhões) e agenciamento, corretagem e intermediação (R$ 3,1 bilhões). Na ponta oposta da tabela estavam os ramos de representação (R$ 498 milhões) e conservação, limpeza e reparação de bens móveis (R$ 523 milhões). (Fonte: DCI)