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Benefício é destinado a quem tem débitos na Dívida Ativa até outubro de 2026 e exige regularidade nos 6 meses seguintes.

O Senado aprovou na 5ª feira (15.out.2026) a remissão integral das dívidas de microempreendedores individuais inscritas na Dívida Ativa da União. A aprovação faz parte do projeto de lei complementar 186 de 2026, que seguirá para sanção presidencial. 

O perdão alcançará MEIs com débitos registrados na Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026. Segundo o parecer do relator, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), mais de 3 milhões de microempreendedores têm dívidas inscritas nessa situação. O governo estima beneficiar 3,6 milhões de empreendedores com a medida, cuja vigência deve começar em 2027.

A remissão abrange contribuições devidas ao regime MEI, obrigações acessórias relacionadas, juros, multas e encargos legais. Também estão cobertas as dívidas em cobrança administrativa ou judicial, parceladas ou não, incluindo aquelas inseridas em acordos de regularização ativos ou rescindidos.

Para acessar o benefício, o empreendedor deverá apresentar requerimento e desistir de eventuais ações judiciais relacionadas às dívidas abrangidas, com renúncia às pretensões correspondentes. O texto não prevê devolução nem compensação de valores já pagos. A manutenção do perdão tem uma condição: o MEI deverá permanecer em dia com as contribuições que vencerem nos 6 meses seguintes à entrada em vigor da lei. O descumprimento dessa exigência poderá levar ao cancelamento da remissão. AMPLIAÇÃO DO TETO O projeto também eleva o limite de faturamento anual do MEI. O teto sobe dos atuais R$ 81.000.

Para quem iniciar as atividades durante o ano, o valor será proporcional ao número de meses de funcionamento. O governo justifica a mudança pela defasagem acumulada desde janeiro de 2018, quando o limite foi fixado pela última vez. A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro de 2018 a maio de 2026 chegou a 55,4%.  Corrigido por esse índice, o teto de R$ 81.000 equivaleria a R$ 125.873 em maio de 2026 e poderia chegar a R$ 143.057,50 até o fim de 2028, conforme projeções do governo. A proposta ainda amplia de 1 para 2 o número máximo de funcionários.

Fonte: Poder 360