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Contribuição Sindical Patronal
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INFORMATIVO DP Nº 139 – Janeiro/2023
A Contribuição Sindical Patronal, passa a ser uma contribuição opcional a partir da Reforma Trabalhista Lei 13.467 de julho de 2017 conforme Art. 587 desta Lei:
Art. 587 Os empregadores que optarem pelo recolhimento da contribuição sindical deverão fazê-lo no mês de janeiro de cada ano, ou, para os que venham a se estabelecer após o referido mês, na ocasião em que requererem às repartições ou a licença para o exercício da respectiva atividade.
Mesmo as empresas com CNPJ ativo sem empregados, podem fazer a opção de pagamento desta contribuição.
É importante destacar, que algumas decisões judiciais já determinaram que o empregado que não recolher a contribuição sindical não poderá obter os benefícios previstos em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho, logo, tal entendimento também poderá ser aplicado às empresas que não recolherem a contribuição sindical patronal, em outras palavras, a empresa que não recolher poderá ser impedida de usufruir de vantagens negociadas pelo seu sindicato.
Entidade sem Fins Econômico e Condomínios
De acordo com os parágrafos 5º e 6º do art. 580 da CLT, as entidades ou instituições que comprovarem, através de requerimento dirigido ao MTE, que exercem atividade sem fins econômicos terão isenção da contribuição sindical patronal.
Apesar de a CLT prever a remessa de requerimento ao MTE, este procedimento não é mais adotado, sendo que o Ministério regulamentou o assunto por meio da Portaria MTE nº 1.012/03.
Assim, um dos requisitos para a referida isenção é a entidade ou a instituição declarar na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e e-Social que não exerce atividade econômica com fins lucrativos.
Além desta declaração, a interessada deverá manter em seu estabelecimento documentos comprobatórios da condição declarada, para apresentação à fiscalização do MTE, quando solicitados.
Atividades Paralisadas
Inexiste na Legislação previsão de dispensa da contribuição sindical para a entidade que se encontre com suas atividades paralisadas.
Dessa forma, ainda inativa, mas sem formalizar o seu encerramento, deverá recolher a contribuição sindical patronal, cujo cálculo será efetuado segundo os critérios apontados acima.
Isso porque o fato gerador da contribuição sindical (de caráter tributário) não deixa de ocorrer com a circunstância da paralisação das atividades da empresa.
Importante ressaltar que a isenção tributária só se pode operar mediante previsão em lei, nos termos do art. 176 do Código Tributário Nacional.
Matriz e Filiais
I – quando a empresa realizar diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica, sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria, procedendo-se, em relação às correspondentes sucursais, agências ou filiais, na forma do presente texto; e
II – entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades concentrem-se, exclusivamente em regime de conexão funcional.
Conforme se observa, a priori, a empresa deverá recolher a contribuição sindical ao sindicato correspondente à sua atividade preponderante.
Por outro lado, quando a empresa realiza diversas atividades econômicas, sem que nenhuma delas seja preponderante, cada qual se incorpora à respectiva categoria econômica. Nesta hipótese, a contribuição sindical patronal é devida aos sindicatos correspondentes a cada atividade, sendo que para fins de determinação do valor devido, a exemplo do que ocorre com os estabelecimentos filiais, é nosso entendimento que o capital social registrado deve ser distribuído proporcionalmente ao faturamento de cada atividade.
Tabela de Contribuição
O cálculo da contribuição sindical patronal corresponde a uma importância proporcional ao capital social registrado pela Sociedade Empresária, mediante a aplicação de alíquotas, conforme a tabela progressiva prevista no art. 580, inciso III, convertida em reais.
A contribuição sindical patronal corresponderá à soma da aplicação das alíquotas sobre a porção do capital distribuído em cada classe, observados os respectivos limites.
O cálculo efetivo da contribuição devida pela atividade preponderante da Sociedade Empresária será realizado mediante tabela divulgada pela entidade sindical da categoria, conforme art. 605 da CLT.
Recolhimento
O recolhimento da contribuição sindical patronal, cujo vencimento ocorrerá em 31 de janeiro de 2023 (terça-feira), deve ser feito por intermédio da Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical Urbana (GRCSU), aprovada pela Portaria MTE nº 488/05.
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